quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Verdadeiro Sacrifio da Filha de Jefté - Rádio Pirauá FM


Jefté Não Matou a Sua Filha.

 

Ao longo da vida, indivíduos frequentemente realizam práticas que denominam sacrifícios espirituais, os quais, paradoxalmente, podem configurar-se como ações ofensivas a Deus. Embora tais práticas sejam, em muitos casos, motivadas pela intenção de agradar ao divino, observa-se a ausência de uma investigação criteriosa acerca da vontade do Senhor. A piedade, quando desvinculada do conhecimento teológico e da obediência consciente, tende a degenerar em expressões de religiosidade inadequada.
Partindo dessa perspectiva comportamental, propõe-se uma análise comparativa à luz da narrativa bíblica de Jefté, personagem cuja experiência ilustra os riscos inerentes a votos formulados sem discernimento espiritual e sem consonância com os princípios revelados por Deus.

Juízes 11:30-31

30 - E Jefté fez um voto ao Senhor, e disse: Se totalmente deres os filhos de Amom na minha mão,

31 - Aquilo que, saindo da porta de minha casa, me vier ao encontro, voltando eu dos filhos de Amom em paz, isso será do Senhor, e o oferecerei em holocausto.

Observe a arrogância e forma pejorativa que Jefté falou:

a)     Aquilo que sair da minha casa; me vier ao encontro. (Aquilo, no português é uma construção que indica ofensivo, depreciativo)

b)     Isso será do Senhor.  (Isso , pejorativo, uma pessoa, animal no qual não se tem afinidade)

Fazendo um comparativo do contexto narrativo da história de Jefté, é necessário considerar as possibilidades concretas que circundam o cumprimento de seu voto. O objeto de sua promessa poderia recair sobre um animal doméstico, como um cão ou outro ser de menor valor ritual, ou mesmo sobre um servo submisso e socialmente invisibilizado, alguém a quem Jefté não atribuía significativa atenção ou dignidade. Tal cenário revela não apenas uma prática cultural, mas uma concepção utilitarista do sagrado, na qual o sacrifício é pensado a partir da convivência humana e não da vontade divina.

Sob uma perspectiva teológica, esse episódio expõe a fragilidade de uma fé que instrumentaliza Deus, tratando o voto como mecanismo de barganha e não como expressão de obediência. O sagrado, quando submetido à lógica do cálculo e da utilidade, perde sua transcendência, e o ser humano passa a projetar em Deus suas próprias limitações morais e espirituais.

      Vejamos o que aconteceu quando ele voltou a sua terra, Mizpá, com a vitória sobre os filhos de Amon.

Juízes 11:34-35

34 - Vindo, pois, Jefté a Mizpá, à sua casa, eis que a sua filha lhe saiu ao encontro com adufes e com danças; e era ela a única filha; não tinha ele outro filho nem filha.

35 - E aconteceu que, quando a viu, rasgou as suas vestes, e disse: Ah! Filha minha, muito me abateste, e estás entre os que me turbam! Porque eu abri a minha boca ao Senhor, e não tornarei atrás.

            Estamos, portanto, diante de uma manipulação dos valores espirituais, na qual o ser humano procura submeter às determinações divinas aos seus próprios critérios morais e emocionais. Trata-se de uma tentativa de humanizar aquilo que é essencialmente transcendente, reinterpretando a vontade de Deus à luz de conveniências humanas. Tal postura não apenas distorce o caráter do sagrado, mas revela a pretensão humana de domesticar o divino, reduzindo a soberania de Deus a categorias compreensíveis e controláveis pela razão humana.

            Analisando a incoerência do voto de Jefté, somos conduzidos a refletir sobre aspectos que, ao longo dos séculos, muitas vezes deixaram de ser explorados nas comunidades cristãs. Observa-se que não há, no texto Bíblico, uma afirmação de que Jefté tenha sacrificado sua filha como holocausto humano. Pelo contrário, toda a revelação das Escrituras aponta para um Deus que repudia veementemente o sacrifício de vidas humanas, prática associada às nações pagãs e reiteradamente condenada pela Lei e pelos profetas.

A Palavra de Deus é clara ao afirmar que o Senhor não se agrada da morte humana oferecida como meio de expiação ou barganha espiritual. Tal compreensão exige uma leitura responsável e teologicamente coerente, que leve em conta o caráter santo e justo de Deus, o qual jamais contradiz a si mesmo.

Dessa forma, compreendemos que o único sacrifício plenamente aceito por Deus em toda a história da humanidade foi o sacrifício propiciatório de Jesus Cristo. Perfeito, suficiente e definitivo, Ele é o único capaz de redimir os pecados da humanidade, não por imposição humana, mas pela soberana vontade divina. Qualquer tentativa de equiparar ações humanas a esse sacrifício único distorce o cerne do evangelho e obscurece a graça revelada na cruz.

Levítico 18:21

E da tua descendência não darás nenhum para fazer passar pelo fogo perante Moloque; e não profanarás o nome de teu Deus. Eu sou o Senhor.

 Muitos teólogos demonstram certa resistência em afirmar que a filha de Jefté não tenha sido sacrificada, principalmente porque o texto Bíblico não descreve de forma explícita o desfecho do voto. Contudo, essa ausência de detalhes não autoriza a conclusão de que tenha ocorrido um sacrifício humano. Pelo contrário, as Escrituras apresentam fortes indícios de que o Senhor jamais aceitaria tal prática, uma vez que o sacrifício de vidas humanas é reiteradamente condenado ao longo de toda a revelação bíblica.

A Palavra de Deus revela um Deus coerente com Seu caráter santo e justo, que não se contradiz nem se agrada de rituais oriundos de culturas pagãs. Assim, qualquer interpretação que sugira a aceitação de um sacrifício humano precisa ser cuidadosamente revista à luz do todo das Escrituras, evitando conclusões que conflitem com os princípios teológicos fundamentais da fé bíblica.

Deuteronômio 12:31

Assim não farás ao Senhor teu Deus; porque tudo o que é abominável ao Senhor, e que ele odeia, fizeram eles a seus deuses; pois até seus filhos e suas filhas queimaram no fogo aos seus deuses.

Ora, se o caráter de Deus é santo e imutável, e se Ele declara abominar o sacrifício humano, como poderia aprovar um sacrilégio de tamanha gravidade?

Levítico 20:2

Também dirás aos filhos de Israel: Qualquer que, dos filhos de Israel, ou dos estrangeiros que peregrinam em Israel, der da sua descendência a Moloque, certamente morrerá; o povo da terra o apedrejará.

Por fim, é necessário compreender que a Bíblia possui em si mesma os princípios para a sua correta interpretação, sendo um livro que se explica à luz do próprio texto sagrado. Quando se observa atentamente o conjunto das Escrituras, os sentidos tornam-se claros e coerentes.

Todavia, constata-se que parte significativa da comunidade evangélica traz consigo heranças de tradições religiosas anteriores, carregadas de costumes e doutrinas de caráter heterodoxo, que ainda permanecem influentes. Soma-se a isso, em muitos casos, a negligência intelectual e espiritual no estudo diligente das Escrituras, bem como a ausência da prática fundamental de comparar os textos bíblicos, o que compromete uma compreensão fiel da revelação divina.

Mateus 22:29

Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.

            Que o Senhor vos abençoe rica e poderosamente.

Pastor Robson Colaço de Lucena

MMA – Ministério Missão América

Consultoria

www.missaoamerica.com.br

 

 

 

 

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Dedicamos atenção ao contexto eclesiástico devido à resistência ainda existente à psicanálise, muitas vezes vista, de forma equivocada, como incompatível com os valores do Reino de Deus. Tal visão ignora o sofrimento psíquico silencioso presente tanto dentro quanto fora das igrejas.

Compreendemos o ser humano como uma unidade integral, na qual corpo e alma não podem ser dissociados. Por isso, o cuidado espiritual exige também compreensão psicológica. O curso foi elaborado com responsabilidade e compromisso ético, convidando o participante à reflexão, mesmo diante de temas que possam confrontar crenças ou tradições estabelecidas.

Pr. Robson Colaço de Lucena

Consultoria Espiritual

Terapeuta Comportamental

Psicanalista Eclesiástico

 


segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Somos Luz - Rádio Pirauá FM


Luz da Vida

 

            Quem não serve a Deus caminha nas trevas, não apenas como ausência de luz, mas como desorientação existencial. Por essa razão, vemos incontáveis pessoas imersas na prática do pecado, buscando desesperadamente uma iluminação espiritual em lugares equivocados nas falsas religiões, nas imagens esculpidas e em sistemas que prometem luz, mas não possuem vida.

As trevas não são apenas um estado moral, mas uma condição da alma que se distancia da Verdade. Cristo foi categórico ao afirmar que os que foram alcançados pela salvação não apenas recebem a luz, mas tornam-se luz. Em meio a um mundo obscurecido pela ilusão e pelo engano, os crentes não refletem uma claridade própria, mas irradiam a luz que procede do próprio Deus.

Mateus 5:14

Disse Jesus: Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte.

            O cristão genuíno ilumina o mundo espiritual não por mérito próprio, mas por refletir o fulgor das virtudes procedentes do Espírito Santo. Sua vida, conformada à ação divina, torna-se um testemunho vivo da verdade. Assim, sua presença constitui um juízo silencioso contra as trevas, não por condenação verbal, mas pela manifestação da luz; e, ao mesmo tempo, ergue-se como um convite à esperança, chamando os que estão na escuridão a contemplarem o caminho da redenção.

            Vejamos a Prova Bíblica: a Revelação que Torna Explícita a Razão pela Qual o Salvo em Jesus Cristo Se Torna Luz

Tiago 1:17

Toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em que não há mudanças nem sombra de variação.

            Em detrimento da Palavra de Deus, os pecadores desejam ardentemente tornar-se luz dentro dos limites de sua própria condição humana. Contudo, recusam-se a submeter-se à vontade soberana do Eterno e passam a existir segundo as inclinações da carne. Nessa tentativa paradoxal, buscam iluminar-se sem a Fonte da luz, revelando não apenas a fragilidade da razão dissociada de Deus, mas também a ilusão de uma autonomia espiritual incapaz de conduzir à verdadeira redenção.

            Dentro desse contexto de pecado, os homens não podem apresentar-se na presença de Deus e, por isso, passam a engendrar doutrinas heréticas, instituindo supostos intercessores para os quais não há qualquer amparo bíblico. Dessa distorção nasce uma enxurrada de enganos, especialmente direcionados às imagens de esculturas, às quais se atribuem funções específicas, como cura, consolação e até salvação. Tal prática afasta-se por completo dos ensinamentos sagrados contidos na Palavra de Deus, substituindo a revelação divina por construções humanas desprovidas da verdade redentora.         Com essa negligencia espiritual, o Senhor Deus adverte severamente a respeito do fim que está proposto para cada criatura que vive em desobediência, tendo o ápice voltado ao âmbito da idolatria.

Habacuque 2:18-1

18 – Que aproveita a imagem de escultura, depois que esculpiu seu artífice? Ela é imagem de fundição que ensina mentiras, para quem a formou confie em sua obra fazendo ídolos do mundo?

19 – Ai daquele que diz, ao pau: Acorda! E a pedra muda: Desperta!

Pode isso ensinar? Eis que está coberta de ouro e de prata, mas dentro dela não há espírito algum.

            Onde a verdade é silenciada por uma vontade corrompida, ali o homem passa a viver nas trevas que ele próprio escolheu.

            Isso acontece porque o diabo e o pecador romantizam as trevas e abominam tudo o que se relaciona com a luz, visto que a escuridão oculta a culpabilidade diante dos homens; contudo, nada permanece oculto aos olhos de Deus.

João 3:19-20

19 – Disse Jesus: E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obram eram más.

20 – Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para luz, para que as suas obras não sejam reprovadas.

            Muitos desconhecem que a escuridão não possui capacidade alguma de resistir ou lutar contra a luz; ela simplesmente se dissipa diante do seu brilho manifesto. A luz não precisa combater as trevas, pois sua própria presença as revela e as faz desaparecer. Assim, podemos filosofar e afirmar que: “Tudo aquilo que é sustentado pelo engano teme a revelação.”

            As trevas prosperam onde a luz é evitada, mas desmoronam quando a Palavra de Deus é acolhida. Quem anda na luz aprende a viver com coerência, verdade e responsabilidade diante de Deus. Todavia, aqueles que optam pela escuridão do pecado rompem sua comunhão com o Criador; e, enquanto permanecerem nessa condição, a condenação eterna torna-se uma consequência inevitável, pois rejeitam voluntariamente a única fonte de redenção.

            Por fim, a Palavra de Deus manifesta-se de forma clara e incontestável ao convocar todo pecador a abandonar a escuridão espiritual e a acolher a verdadeira luz, que é Jesus Cristo. Esse chamado não é apenas um convite à mudança de comportamento, mas um apelo à transformação do ser, à reconciliação com Deus e à passagem das trevas para a vida. Rejeitar a luz é permanecer no engano; recebê-la é experimentar a redenção, a verdade e a esperança eterna.

Romanos 13:12

Vai a alta noite e vem chegando o dia. Deixemos as boras das trevas e revistamo-nos das armas da luz.

 

Que o Senhor vos abençoe rica e abundantemente.

 

 

Pastor Robson Colaço de Lucena

MMA – Ministério Missão América

Consultoria Espiritual

www.missaoamerica.com.br

 


terça-feira, 13 de janeiro de 2026

A Cana Trilhada - Rádio Pirauá FM


Você é Especial

 

A fragilidade do caráter humano, quando desprovida da graça, inclina-se incessantemente ao erro, fazendo do pecado um hábito cotidiano. No entanto, essa reiteração no desvio não é apenas uma falha moral, mas uma prevaricação deliberada contra a santidade do Criador. Aquele que negligencia o cultivo das virtudes e cede passivamente às paixões caminha por uma trilha de erosão espiritual que, em última instância, culmina na trágica separação eterna da Fonte de toda a Vida.

Deus, em Sua paciência pedagógica, nunca desistiu de resgatar a Sua imagem e semelhança no homem. Ele sussurra através do espírito e clama através da história, convergindo todos os caminhos para o mistério da cruz. Ali, em Jesus Cristo, a justiça e a paz se beijaram: o Filho entregou-se em sacrifício perfeito, transformando a nossa condenação em oportunidade de glória. Crer em Seu nome é, portanto, aceitar que o Amor se ofereceu como preço por nossa liberdade.

Contemplemos agora a narrativa que desvela Sua graça inaudita, operando o resgate da criação que Lhe pertence por direito e por amor.

Isaías 42:3

Não quebrará o caniço rachado, e não apagará o pavio fumegante. Com fidelidade fará justiça.

a)     Cana trilhada ou quebrada – Representa uma pessoa fraca, ferida e espiritualmente abatida.

b)     Pavio que fumega – Vaticina uma pessoa apagada, com a fé vacilante e sem esperança espiritual.

Estamos diante de um cenário recorrente na trajetória humana, um quadro de profunda tragédia espiritual: milhares de almas que, em algum ponto de suas jornadas, gozaram do inestimável privilégio de um encontro com a Graça. Sentiram a Shekinah, a presença tangível de Deus, e experimentaram a alegria indescritível da salvação. Contudo, permitiram que os prazeres efêmeros do mundo corrompesse essa intimidade, desviando-se do caminho celestial. A grande reflexão reside no retorno da koinonia com o Espírito à frieza de uma religiosidade vazia e hermética, culminando no estado de perdição reservado àqueles que, tendo conhecido a Luz, escolheram as trevas.

      Em contrapartida, a Providência Divina busca incessantemente a metanoia, a transformação radical da mente e do coração, na existência daqueles que se perderam. O anseio do Criador é reconduzir a alma ao seu ponto de origem, à sua vocação primordial, ressignificando a experiência do fracasso. Não se trata de uma simples mudança de status, mas da renovação espiritual que transmuta o outrora vencido em um verdadeiro vencedor, cuja vitória transcende as circunstâncias terrenas. Contemplemos o testemunho irrefutável das Escrituras, que ratifica a veracidade desta exposição teológica.

1 João 4:4

Filhinhos, vocês são de Deus e os venceram, porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo.

“Zeitgeist” (espírito do tempo) do século presente impõe um fardo existencial sobre o indivíduo, que se vê compelido a buscar incessantemente a autoafirmação, a notoriedade e o reconhecimento público. Contudo, a realidade desvela um paradoxo cruel: a despeito de tanto esforço, muitos não encontram o mínimo respeito no seio familiar, tampouco na estrutura social que anseiam validar-se. Essa dissonância entre a expectativa e a realidade gera uma profunda angústia na alma. Lamentavelmente, o erro capital reside em buscar a aprovação humana, uma quimera efêmera. A sabedoria exige o foco no Transcendente, pois a existência biológica é fugaz. Em breve, todos estarão diante do Criador, e para aqueles que negligenciaram a busca pela salvação e pelo reconhecimento em Cristo, restará apenas o lamento estéril da constatação tardia.

Há, no âmago de cada ser, uma sede silenciosa que clama pela plenitude do Divino. É o reconhecimento de que fomos criados para o Infinito e nada menos que a presença de Deus pode saciar a nossa alma. Em Sua misericórdia inesgotável, o Criador permanece de braços abertos, aguardando o retorno de cada criatura, sem distinção. Contudo, para atravessar o limiar dessa comunhão, há uma exigência sagrada e intransferível: o arrependimento. A graça é um convite universal, mas o acesso a ela requer a metanoia individual, o reconhecimento sincero de nossas fragilidades e a decisão consciente de voltar o coração para a Luz.

1 Pedro 1:18-19

18 - Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais,

19 - Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado.

             O Senhor Deus jamais abdicou de Sua criação. Através dos séculos, Ele investe a plenitude de Sua graça para que a humanidade desvende as profundezas de Seu amor incondicional. A dedicação divina manifesta-se como um testemunho vivo, uma busca incessante que encontra o seu ápice no coração daqueles que, pelo arrependimento, decidem retornar à Fonte da Vida.

Isaías 49:15-16

15 - Haverá mãe que possa esquecer-se do seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa se esquecer dele, eu não me esquecerei de você!

16 - Veja, eu gravei você nas palmas das minhas mãos; os seus muros estão sempre diante. Haverá mãe que possa esquecer-se do seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa se esquecer dele, eu não me esquecerei de você! Veja, eu gravei você nas palmas das minhas mãos; os seus muros estão sempre diante.

            Por fim, compreenda que o Eterno jamais abdica de Sua soberana paciência para contigo. Seu amor não é uma reação aos teus méritos, mas uma graça incondicional que te persegue e te convida à restauração, pois Ele permanece fiel mesmo quando somos infiéis.

Lamentações 3:22-23

22 - As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;

23 - Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade.

 

Que o Senhor vos abençoe rica e abundantemente

 

Pastor Robson Colaço de Lucena

MMA – Ministério Missão América

Consultoria Espiritual

www.missaoamerica.com.br


quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Tédio Espiritual - Rádio Pirauá FM


Tédio Espiritual

 

O tédio é um estado interior marcado pelo desinteresse, pelo aborrecimento e pela sensação de vazio existencial. Ele surge quando a vida perde sentido, propósito ou direção, levando a pessoa a uma falta de envolvimento consigo mesma, com o outro e, geralmente, tem relação com a negligencias nas de Deus.

            Geralmente, quando se atravessa um período de intensa correria como o final de ano, os dias que antecedem um casamento, uma formatura ou outros eventos marcantes da vida, ao término desse ciclo é comum que a calmaria se instale. E, com essa nova condição de descanso, muitas vezes surge o tédio.

            Em outra esfera, o ser humano possui sua dimensão espiritual, na qual a alma, como sede das emoções, também vivencia o tédio em sua relação com Deus. Isso ocorre quando muitas pessoas se afastam dos  cultos, práticas e experiências que as conectam ao Criador de todas as coisas, o que acaba por desencadear consequências destrutivas nos âmbitos material, espiritual e emocional.

Jó 10:1-2

01 - A minha alma tem tédio da minha vida; darei livre curso à minha queixa, 01falarei na amargura da minha alma.

02 - Direi a Deus: Não me condenes; faze-me saber por que contendes comigo.

Agora procuraremos compreender as causas que levam as pessoas a vivenciarem o tédio espiritual em sua caminhada de fé. Em muitos casos, a raiz desse vazio pode ser resumida em uma afirmação impactante: “A falta de Deus em suas vidas”.

Isso porque a alegria do Senhor Deus é força dos seus adoradores.

Jó 41:22

No seu pescoço reside a força; diante dele até a tristeza salta de prazer.

            Vejamos outra situação que expõe  a alegria do Senhor, como base de sustentação para aqueles que são fieis a sua Palavra.

Neemias 8:10

Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto não vos entristeçais; porque a alegria do Senhor é a vossa força.

            A ausência de Deus na existência humana ocasiona inúmeros males. Quando alguém entra em um colapso espiritual e busca uma saída por caminhos equivocados, muitas vezes recorre primeiro à religião. Porém, quando esta é mal direcionada, pode conduzir à idolatria, instaurando um ciclo vicioso de decadências simultâneas nos âmbitos espiritual, moral e existencial.

            A citação acima pode ser compreendida à luz da “Terceira Lei de Newton”; segundo a qual toda ação provoca uma reação. Ao aplicarmos esse princípio ao âmbito espiritual humano, compreendemos que toda ação contrária a Deus gera uma reação destrutiva na vida do pecador, afetando profundamente sua comunhão, seus valores e sua existência.

            Explicando: Quando o pecador se afasta de Deus, instala-se o tédio espiritual. A partir dele, inicia-se uma espécie de locomotiva interior, cujos vagões são formados pela depressão, pela ansiedade, pelo pânico, pelo pavor noturno, pela crise existencial e por tantos outros males que assolam a alma humana. Em muitos casos, esse percurso desemboca em desfechos profundamente trágicos, revelando o quanto a ruptura com Deus compromete a integralidade da vida.

Tiago 4:8-9-10

08 - Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Limpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações.

09 - Senti as vossas misérias, e lamentai e chorai; converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo em tristeza.

10 - Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará.

            Vejamos um acontecimento que ilustra de forma explícita a instauração do tédio na vida de uma pessoa. Ele se manifesta, muitas vezes, nas situações mais simples, mas carrega em si o poder de provocar grandes destruições.

            Um jovem caminhava apressadamente por uma estrada em direção ao trabalho todos os dias, levando uma vida marcada por intenso estresse e, consequentemente, por um profundo tédio interior. Nunca percebia os detalhes daquele percurso, pois seu foco estava exclusivamente em produzir incansavelmente para a empresa à qual servia.

Certo dia, com a perna machucada, foi obrigado a caminhar mais lentamente. Nesse novo ritmo, passou a observar aquilo que antes lhe passava despercebido: a beleza da paisagem ao redor, o canto harmonioso dos pássaros, o colorido das borboletas pousando sobre as flores e a brisa suave que envolvia tudo, produzindo uma paz imensurável em sua alma.

Naquele dia, chegou à empresa com quase uma hora de atraso; contudo, sentia-se revigorado, livre do estresse e do tédio. Como resultado, produziu acima das metas que anteriormente costumava alcançar.

Moral da história: muitas vezes atravessamos a vida rápido demais, sem perceber as realidades que verdadeiramente possuem valor e que, silenciosamente, nos cercam.

Aplicando esse acontecimento à dimensão espiritual, compreendemos que, quando negligenciamos Deus e deixamos de contemplar Seus feitos em favor da humanidade, também nos tornamos espiritualmente insensíveis. Tal afastamento gera consequências indesejáveis, pois a ausência da comunhão com Deus abre espaço para males que jamais desejaríamos experimentar.

Oséias 4:6

O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.

            Por fim, é necessário compreender que o princípio da verdadeira felicidade e de uma vida plena e frutífera não está nos recursos humanos, nem na simples adesão a religiões que não tenham seu fundamento em Jesus Cristo. É por essa razão que muitas igrejas que se autodenominam cristãs não expressam, na prática, a salvação e a transformação interior de seus seguidores.

Quando Cristo deixa de ser o centro da fé, a experiência espiritual torna-se vazia e meramente ritualística. Como consequência, manifesta-se o chamado “tédio Espiritual”, na vida de muitas pessoas que, embora sejam fiéis às práticas religiosas, não sabem com clareza a quem dirigem sua fé. A ausência de um relacionamento vivo com Cristo resulta em uma fé sem vida, incapaz de gerar sentido, alegria e verdadeira comunhão com Deus.

Que o Senhor vos abençoe rica e abundantemente.

 

Pastor Robson Colaço de Lucena

MMA – Ministério Missão América

Consultoria Espiritual

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