segunda-feira, 29 de dezembro de 2025
terça-feira, 23 de dezembro de 2025
Amo a Mensagem da Cruz - Rádio Pirauá FM
Eu Amo a Mensagem da Cruz
Essa afirmação ecoa no coração daqueles que acolhem Jesus
Cristo como Salvador, por meio do Evangelho proclamado pela Igreja
Neotestamentária. Contudo, diante dos escândalos que marcam o cristianismo
contemporâneo, surge uma inquietação que lança suspeita sobre a vivência da fé
de muitos. Diante disso, impõe-se uma pergunta inevitável: quantos, de fato,
podem afirmar que amam a mensagem da cruz?
Outra questão que precisa ser cuidadosamente observada é
a de não confundir a mensagem ao afirmar que se ama a cruz. Afinal, a cruz, em
si mesma, foi um instrumento de tortura e morte, responsável pela execução de
Jesus. O amor cristão não se dirige ao objeto do suplício, mas ao significado
redentor que Deus revelou por meio dele.
Consideremos uma das mais solenes declarações de Jesus
Cristo, na qual Ele convoca seus discípulos a um caminho contínuo de
conformação espiritual, orientado pela renúncia de si mesmos e pelo pleno
amadurecimento na fé.
Mateus 10:38-39
38 - E quem não toma a sua
cruz, e não segue após mim, não é digno de mim.
39 -Quem achar a sua vida
perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á.
Tomar é cruz é:
●
Aceitar
a Jesus como único e suficiente salvador;
●
Abraçar
o Evangelho sem questionar;
●
Negar
o mundo e andar em novidade de vida.
A humanidade
não sofre por falta de fé, mas pela confusão entre fé e religião. A fé é o meio
pelo qual o pecador é justificado diante de Deus, exclusivamente pela graça,
mediante a aceitação de Jesus Cristo como único e suficiente Salvador. A
religião, porém, quando dissociada dessa fé salvadora, torna-se apenas um
sistema externo de práticas e obras, semelhante a uma enfermidade que apenas
manifesta sintomas. Esses sintomas podem até ser temporariamente mascarados,
mas jamais tratam a raiz do problema, que é o pecado.
A mensagem da
cruz, que aponta para Jesus Cristo, nos convida à renúncia pessoal, ao amor que
se entrega e à cumplicidade com o Reino de Deus.
Lucas 14:27
Disse Jesus: E aquele que não carrega sua cruz e não me
segue não pode ser meu discípulo.
A realidade é que a geração contemporânea enfrenta uma
profunda crise de identidade espiritual. Nesse contexto, muitas lideranças
religiosas têm instrumentalizado o Evangelho em busca de benefícios próprios,
distorcendo sua essência e finalidade. Chega-se, inclusive, ao ponto em que
líderes passam a se proteger por meio dos próprios membros da comunidade,
quando, biblicamente, deveria ocorrer o oposto: o pastorado existe para cuidar,
servir e proteger o rebanho confiado por Deus.
Ezequiel 34:2-3-4
02 - Filho do homem,
profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim
diz o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não
devem os pastores apascentar as ovelhas?
03 - Comeis a gordura, e vos
vestis da lã; matais o cevado; mas não apascentais as ovelhas.
04 - As fracas não
fortalecestes, e a doente não curastes, e a quebrada não ligastes, e a
desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais
sobre elas com rigor e dureza.
A Palavra de
Deus é eterna;
evento que mostra os rebanhos de ovelhas do mundo antigo em uma expressão
biológica; mas tem conotação espiritual a qual relata a realidade do tempo
presente.
Lamentavelmente,
temos nos deparado com uma parcela significativa de lideranças cristãs que
carregam apenas o título de pastor, mas não honram o chamado do ministério que
dizem representar. Em vez de servirem, transformam a Igreja de Deus em uma
instituição financeira, voltada à geração de grandes somas de dinheiro que
beneficiam, sobretudo, um grupo seleto de religiosos travestidos de
representantes espirituais. Essa distorção do propósito da fé não apenas fere o
evangelho, mas também enfraquece a confiança daqueles que buscam, sinceramente,
uma experiência genuína com Deus. A verdade é que tais pessoas demonstram
constrangimento diante de tudo aquilo que está essencialmente ligado à pessoa,
à obra e ao senhorio de Jesus Cristo, revelando um distanciamento do centro do
verdadeiro testemunho cristão.
Romanos 1:16
Porque não me envergonho do
evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que
crê; primeiro do judeu, e também do grego.
O mundo caminha, muitas vezes, em sintonia com a maldade.
É por isso que a Mensagem da cruz desperta tanto ódio no diabo e em seus
seguidores: eles reconhecem nela uma força viva, capaz de romper as correntes
das trevas espirituais e conduzir à verdadeira libertação; motivo pelo qual os
cristãos são chamados de loucos.
1 Coríntios 1:18
Porque a palavra da cruz é
loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.
Que o seu coração
seja levado a uma profunda reflexão sobre a salvação eterna, para que você não
caia em cativeiro espiritual, tornando-se refém do diabo e separado de Deus por
toda a eternidade. Amém.
Pastor Robson Colaço de Lucena
MMA – Ministério Missão América
Consultoria Espiritual
terça-feira, 16 de dezembro de 2025
Teofobia - Rádio Pirauá FM
Teofobia
Muitas pessoas afirmam amar a Deus, mas esse amor, por
vezes, não passa de uma encenação silenciosa. No fundo, vivem movidas pela
busca de benefícios pessoais, transformando a fé em um meio para alcançar
interesses próprios. Quando o coração está centrado no “ter”, o amor a Deus
deixa de ser entrega e passa a ser negociação.
Judas 1:16
Estes são murmuradores,
queixosos da sua sorte, andando segundo as suas concupiscências, e cuja boca
diz coisas mui arrogantes, admirando as pessoas por causa do interesse.
A marca
distintiva de um cristão genuíno manifesta-se na sua postura ética e espiritual
diante do pecado, expressa por uma atitude de reprovação consciente e
arrependimento contínuo. Tal identidade revela-se, sobretudo, em uma vida
moldada pela adoração exclusiva ao Senhor Deus, na qual pensamentos, ações e
valores são ordenados segundo a centralidade divina e a obediência à sua
vontade.
Em detrimento
da Palavra de Deus, deparamo-nos rotineiramente com indivíduos que apresentam
justificativas infundadas para legitimar a negligência em relação às coisas
sagradas. Tais pessoas encontram-se iludidas pelo pecado, incapazes de perceber
a iminente destruição que pode assolar suas existências a qualquer momento.
A verdade é
que o ser humano, em sua condição decaída, manifesta uma aversão espiritual às
coisas de Deus, chegando, por vezes, a terceirizar a fé. Tal afirmação
evidencia-se quando nos deparamos com grupos religiosos que, não raramente,
deixam de dirigir a Deus suas ações de graças e súplicas, transferindo tais
práticas a imagens de escultura. Notoriamente, essa postura revela a ausência
de compreensão quanto à autoridade e ao acesso direto ao Senhor, razão pela
qual se constroem crenças e devoções atribuídas a santos, na tentativa de
suprir aquilo que deveria ser vivido na relação pessoal e mediada
exclusivamente por Deus.
Romano 1:25
Pois estes mudaram a verdade
de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que
é bendito eternamente. Amém.
A negligência para com o sagrado, aliada
ao interesse egoísta da humanidade, ultrapassa os limites da própria
expectativa de vida, revelando o colapso da esfera moral da sociedade
pós-modernista. Nesse cenário, a aversão a Deus torna-se tão contundente que os
homens passam a criar múltiplas formas de religiosidade, estruturadas para
atender a diferentes “clientelas”, independentemente de conduzirem ou não à
salvação. O que prevalece no contexto atual não é a busca pela verdade, mas o
interesse por vantagens imediatas; ainda que, para alcançá-las, seja necessário
descer às mais profundas regiões do inferno. Para tais indivíduos, o valor
supremo não é o bem, o verdadeiro ou o transcendente, mas aquilo que pode ser
obtido em benefício próprio.
Provérbios 19:6
Muitos se deixam acomodar
pelos favores do príncipe, e cada um é amigo daquele que dá presentes.
Quando deixamos de honrar a Deus e nos voltamos às
vantagens efêmeras da vida, iniciamos uma trajetória de eventos catastróficos
no âmbito espiritual. Ainda que os bens materiais aparentam prosperar,
trata-se apenas de uma questão de tempo até que a derrocada se manifeste, pois
aquilo que não está fundamentado em Deus carece de solidez eterna.
Por mais que
pessoas ou sistemas ofereçam proteção e benefícios, chega inevitavelmente o
momento em que os recursos materiais se exaurem, visto que tudo o que é terreno
está sujeito ao desgaste natural e à transitoriedade. Diante disso, somos
chamados a depositar nossa esperança e nossa confiança de proteção não nas
estruturas humanas, mas na pessoa do Senhor Deus, que é imutável, eterno e
suficiente.
Jeremias 17:5
Assim diz o Senhor: "Maldito é quem confia nas pessoas, que se apoia na força humana e afasta seu coração do Senhor.
Geralmente,
as pessoas afirmam que amam a Deus, porém não apresentam evidências concretas
daquilo que professam. Suas atitudes, muitas vezes, revelam uma convivência
íntima com o pecado, uma espécie de romance velado que contradiz a fé que dizem
possuir. Pronunciar o nome do Senhor é simples; difícil, porém, é adorá-lo em
espírito e em verdade. Isso porque tal adoração exige renúncia: a negação das
inclinações da carne, para que o Espírito Santo encontre espaço para se
manifestar e governar a vida.
Que o Senhor vos abençoe rica e abundantemente.
Pastor Robson Colaço de Lucena
MMA – Ministério Missão América
Consultoria Espiritual
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terça-feira, 9 de dezembro de 2025
Servir a outros deuses - Rádio Pirauá FM
Qual voz está conduzindo sua
vida?
Estamos
vivendo uma transição marcada por um avanço extraordinário nos meios de
comunicação, capazes de ampliar o conhecimento humano de forma quase
miraculosa. Contudo, esse progresso não pode ser equiparado à obra da Palavra
de Deus, pois é o Espírito Santo quem concede a verdadeira compreensão das
Escrituras.
Nesse
cenário, muitos homens dominados por sua natureza carnal passam a se considerar
especialistas em teologia, interpretando o Santo Livro segundo suas próprias
ideias e produzindo, assim, ensinamentos distorcidos e heréticos.
II Pedro 1:20-21
20 - Sabendo primeiramente
isto: Que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.
21 -Porque a profecia nunca
foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram
inspirados pelo Espírito Santo.
Quando
o ser humano interpreta a Palavra de Deus segundo seus próprios conceitos,
desvinculado da iluminação do Espírito Santo, abre-se imediatamente o caminho
para o surgimento de falsos profetas. Esses indivíduos, guiados por seus
interesses, paixões e preconceitos, distorcem as Escrituras e passam a propagar
doutrinas particulares como se fossem verdades divinas. Ao fazerem isso, criam
novas religiões, movimentos sincréticos e sistemas de crença que desviam o
coração humano da adoração ao Deus verdadeiro. O resultado inevitável é a
proliferação de práticas idólatras, pois, quando o homem abandona a revelação
divina, ele fabrica para si mesmo deuses conforme seus desejos.
A história
comprova que toda vez que a autoridade da Escritura é substituída pela opinião
humana, a verdade é corrompida e o povo é conduzido ao engano. Somente quando a
interpretação bíblica é submetida ao Espírito Santo, em humildade e fidelidade
ao texto sagrado, a Igreja permanece firme na sã doutrina e preserva a pureza
da fé que uma vez por todas foi entregue aos santos.
Um dos
maiores conflitos espirituais de nossos dias é a tendência das pessoas de se
espelharem e obedecerem cegamente a uma religião, sem qualquer discernimento ou
questionamento. Muitos acreditam que tudo o que fala sobre Deus é
automaticamente sagrado, esquecendo-se de que o inimigo atua de forma sutil e
feroz, infiltrando-se em ambientes religiosos que não têm compromisso com a
santidade nem com a verdade da Palavra.
Assim, o diabo investe em estruturas religiosas vazias de genuína fé,
levando multidões ao engano por meio de líderes e instituições que utilizam o
nome de Deus, mas negam o seu poder. Por isso, a Escritura nos chama à
vigilância e ao discernimento espiritual, para que não sejamos conduzidos pelo
brilho da religiosidade, mas pela luz da verdade revelada em Cristo.
Lamentavelmente,
muitos pecadores são seduzidos pelas vozes do mundo, que os conduzem, pouco a
pouco, ao caminho da condenação eterna. Iludidos por promessas vazias e por uma
espiritualidade construída sobre enganos, vivem uma utopia espiritual que lhes rouba
o discernimento e a verdade. E quando finalmente percebem a realidade em que
estavam mergulhados, muitas vezes já se encontram em um ponto em que o retorno
parece distante e doloroso. Esse triste despertar revela o quanto é urgente
ouvir a voz de Deus enquanto ainda há tempo e permitir que Sua luz dissipa as sombras que o
mundo insiste em oferecer.
I Aos Coríntios 14:10-11
10 - Há, por exemplo, tanta
espécie de vozes no mundo, e nenhuma delas é sem significação.
11 -Mas, se eu ignorar o
sentido da voz, serei bárbaro para aquele a quem falo, e o que fala será
bárbaro para mim.
Quando nos encontramos verdadeiramente com Jesus Cristo,
nosso coração se torna enternecido pelas virtudes que Ele nos concede. A partir
desse encontro, passamos a discernir com clareza a diferença entre a voz do
mundo e a voz de Deus. Por isso, Jesus foi enfático ao ensinar, no Evangelho
segundo João, que Suas ovelhas reconhecem a Sua voz e O seguem, pois sabem
distinguir o Pastor verdadeiro daqueles que apenas tentam enganá-las. Esse
princípio espiritual revela que somente um coração transformado pela graça é
capaz de perceber a verdade que liberta e a mentira que aprisiona.
João 10:2-3-4
02 – Disse Jesus: Aquele,
porém, que entra pela porta é o pastor das ovelhas.
03 - A este o porteiro abre,
e as ovelhas ouvem a sua voz, e chama pelo nome às suas ovelhas, e as traz para
fora.
04 - E, quando tira para
fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem
a sua voz.
À
luz do texto apresentado, torna-se evidente a diferença entre aquele que
verdadeiramente segue o Evangelho e aquele que não possui compromisso com a
Palavra de Deus. Enquanto o discípulo fiel submete sua vida à voz de Cristo e
permite que as Escrituras moldem suas escolhas e seu caráter, o indiferente
permanece preso às influências do mundo, incapaz de discernir a verdade que
transforma.
Essa
distinção revela que o genuíno seguidor de Cristo não apenas conhece a Palavra,
mas a vive; não apenas ouve a voz do Mestre, mas a obedece com fidelidade e
temor.
‘’ A
verdade é que, neste mundo, multiplicam-se evangelhos
distorcidos, pregadores interesseiros e igrejas apenas “pseudos-cristãs”.
Contudo, se tais movimentos não têm Jesus Cristo como fundamento, centro e
razão de existir, não passam de armadilhas espirituais; engodos arquitetados
pelo inimigo para desviar e subverter a alma dos homens.
Somente o
Evangelho genuíno, aquele que exalta a cruz, proclama a graça e chama ao
arrependimento, é capaz de conduzir o ser humano à verdadeira vida em Deus.
Todo o resto, por mais atraente que pareça, conduz apenas ao engano e à morte
espiritual.
Os líderes e
seguidores dessas farsas religiosas, de inspiração maligna, não passam de
enganadores que buscam atrair o maior número possível de adeptos. Seu propósito
não é conduzir pessoas à verdade, mas guiá-las pelo caminho da perdição,
conduzindo-as às profundezas da destruição espiritual. Tais movimentos revelam
a gravidade do engano que opera no mundo: onde Cristo não é Senhor, a mentira
reina; onde a verdade não é proclamada, a alma é corrompida.
Judas 1:12
Estes são manchas em vossas
festas de amor, banqueteando-se convosco, e apascentando-se a si mesmos sem
temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são
como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas.
Finalmente, devemos estar atentos e discernir os
espíritos, conforme nos orienta a Bíblia Sagrada, para que possamos nos
proteger do “evangelho” que muitos têm anunciado em nossos dias — um evangelho
transformado em negócio lucrativo nas mãos de falsos líderes, mas totalmente
estéril para o Reino dos Céus.
O
discernimento espiritual se torna, portanto, uma necessidade urgente. Somente
aqueles que examinam tudo à luz da Palavra conseguem identificar o que procede
de Deus e o que nasce da ambição humana. E, ao reconhecermos essa realidade,
somos chamados a permanecer firmes na verdade, para que nossa fé não se apoie
em enganos, mas na sabedoria do Espírito que conduz à vida eterna.
I João 4:1
Amados, não creiais a todo o
espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos
profetas se têm levantado no mundo.
Que o Senhor vos
abençoe rica e abundantemente.
Pastor Robson Colaço de Lucena
MMA – Ministério Missão América
Consultoria Espiritual
terça-feira, 2 de dezembro de 2025
Pecado Alheio - Rádio Pirauá FM
O Pecado Alheio
Somos
tendenciosos a apontar e condenar o pecado alheio, mas, quando se trata dos
nossos próprios erros, buscamos ocultá-los, justificá-los e seguir a vida como
se nada estivesse fora do lugar. Essa postura revela mais sobre nós do que
sobre o outro, pois evidencia nossa dificuldade em lidar com a própria
vulnerabilidade e imperfeição. Só quando encaramos nossos limites com
honestidade é que nos tornamos capazes de compreender, acolher e transformar
aquilo que criticamos nos outros.
Somos
tendenciosos a apontar e condenar o pecado alheio, mas, quando se trata dos
nossos próprios erros, buscamos ocultá-los, justificá-los e seguir a vida como
se nada estivesse fora do lugar. Essa postura revela mais sobre nós do que
sobre o outro, pois evidencia nossa dificuldade em lidar com nossa própria
vulnerabilidade e imperfeição.
Todavia, a Palavra de Deus é
clara e enfática ao nos advertir: antes de olhar para a falha do próximo,
precisamos reconhecer e confrontar as nossas. Somente quando encaramos a
verdade que habita em nós é que nos tornamos capazes de exercer misericórdia,
compreensão e verdadeira transformação.
Provérbios 28:13
O que encobre as suas
transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará
misericórdia.
Existe um documentário no YouTube que mostra uma matilha
de hienas atacando um gambá. No meio do confronto, o gambá utiliza sua arma de
defesa: um jato de urina extremamente fétido lançado contra seus perseguidores.
Imediatamente, todas as hienas recuam e fogem.
O
interessante é que as hienas são conhecidas pelo forte odor que já possuem, e
ainda assim não suportaram o cheiro expelido pelo gambá.
Esse fato revela algo curioso
na criação: muitos seres vivos não suportam o odor que vem de outros, mesmo
quando também possuem suas próprias impurezas.
Trazendo essa
realidade para o campo teológico, percebemos um fenômeno semelhante no
comportamento humano. Costumamos rejeitar, criticar e nos afastar do “mau
cheiro espiritual”, os pecados e falhas, daqueles ao nosso redor, enquanto
ignoramos ou minimizamos os nossos próprios. É como se fôssemos sensíveis ao
erro alheio, mas completamente tolerantes com o que exalamos.
À luz da fé
cristã, esse contraste nos chama à reflexão: antes de apontar o odor do pecado
no outro, precisamos reconhecer o nosso, purificar nossas próprias atitudes e
permitir que Deus transforme aquilo que exalamos ao mundo.
II Aos Coríntios 2:15
Porque para Deus somos o bom
perfume de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem.
Em detrimento da Palavra de Deus, muitas pessoas sentem
grande prazer quando veem outras pecando e sendo expostas à vergonha e à
prestação de contas, especialmente quando se trata de seus inimigos. Dizem, com
grande regozijo: “Bem feito”. Esses, porém, desconhecem o verdadeiro amor de
Deus.
Provérbios 24:17-18
17 - Quando cair o teu inimigo, não te
alegres, nem se regozije o teu coração quando ele tropeçar;
18 - Para que, vendo-o o
Senhor, seja isso mau aos seus olhos, e desvie dele a sua ira.
O princípio vitorioso para toda situação que envolve o
pecado e qualquer tipo de ofensa é a decisão de liberar o perdão.
O perdão não é um sentimento, mas uma escolha
espiritual e consciente, que rompe ciclos de mágoa, ressentimento e vingança.
Ele restaura o coração de quem perdoa e ilumina o caminho daquele que é
perdoado. À luz do Evangelho, o perdão é a única resposta capaz de vencer o
pecado sem destruir o pecador, pois foi assim que Cristo venceu o mundo, não
com condenação, mas com graça.
João 8:10-11
10 - E, endireitando-se
Jesus, e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão
aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?
11 - E ela disse: Ninguém,
Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais.
É muito fácil levantar o dedo indicador e apontar os
erros dos outros; porém, quando fazemos isso, esquecemos que três dedos apontam
de volta para nós e um aponta para o alto. Essa imagem simples nos lembra que,
antes de julgarmos alguém, devemos olhar para nossas próprias falhas e
reconhecer que também estamos sob o olhar de Deus.
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Cita claramente a Palavra de Deus:
I Timóteo 4:16
Tem cuidado de ti mesmo e da
doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a
ti mesmo como aos que te ouvem.
O problema da
humanidade é que muitos se ocupam excessivamente com a vida alheia e acabam
ignorando as próprias falhas, que deveriam ser o primeiro objeto de atenção e
transformação. A Palavra de Deus nos chama constantemente à autorreflexão,
lembrando-nos de que o maior campo de batalha espiritual não está na vida do
próximo, mas dentro de nós mesmos. Quando desviamos o olhar de nossas
imperfeições para julgar os outros, perdemos a oportunidade de crescer, de
amadurecer espiritualmente e de permitir que Deus trate o nosso coração. A
verdadeira mudança começa quando olhamos para dentro antes de olhar para fora.
Mateus 7:4-5
04 – Disse Jesus: Ou como
dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, e eis uma trave no
teu olho?
05 -Hipócrita, tira primeiro
a trave do teu olho, e então verás claramente para tirar o argueiro do olho do
teu irmão.
Por fim, devemos cuidar da nossa própria vida com
mais zelo. E, se, houver alguma preocupação com o semelhante, que seja movida
pelo amor; um amor que deseja ajudar, restaurar e edificar, jamais destruir.
Afinal, diante de Deus, cada um dará contas de todas as suas ações; e essas
ações poderão resultar em glorificação ou em vergonha eterna.
Romanos 14:12
De maneira que cada um de
nós dará conta de si mesmo a Deus.
Que o Senhor vos
abençoe, rica e abundantemente.
Pastor Robson Colaço de Lucena
MMA – Ministério Missão América
Consultoria Espiritual

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terça-feira, 25 de novembro de 2025
Inimigo - Rádio Pirauá FM
Inimigo
Ter inimigos
é algo profundamente constrangedor, razão pela qual muitas pessoas preferem
negar essa realidade. Prova disso é que, quando ocorre um homicídio, a primeira
pergunta feita pela polícia costuma ser se a vítima possuía algum inimigo, e
quase sempre a resposta imediata é negativa. Entretanto, tal negação pouco
corresponde à verdade. A vida, em sua complexidade, é permeada por
acontecimentos capazes de gerar conflitos significativos e, inevitavelmente,
inimizades.
Na esfera espiritual, é manifesto o
grande conflito que permeia todas as coisas, no qual o diabo se levanta como
inimigo de Deus. Contudo, o Senhor, em Sua eterna soberania, não é inimigo de
ninguém, pois nEle não há maldade. Ainda assim, Satanás permanece como o
adversário de Deus e de tudo quanto pertence ao Altíssimo, resistindo à Sua
vontade e opondo-se às obras divinas.
Romanos 1:29-30-31
29 - Estando cheios de toda
a iniquidade, fornicação, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja,
homicídio, contenda, engano, malignidade;
30 - Sendo murmuradores,
difamadores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos,
inventores de males, desobedientes aos pais e às mães;
31 - Néscios, infiéis nos
contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia.
Em outra dimensão, os textos sagrados desvelam cenários
marcantes, onde o pecador surge como adversário do Altíssimo. Toda conspiração
levantada contra o Senhor, em qualquer canto do universo, ecoa como um brado de
inimizade, erguendo-se em oposição àquilo que é santo, puro e eterno.
Vejamos o
exemplo da morte, essa força que atravessa e assola toda a extensão do
universo.
I Aos Coríntios 15:26
O último inimigo a ser
destruído é a morte.
Tem um pensamento que diz: “O inimigo é maravilhoso, o
problema é que finge ser amigo!”
Lançaremos
um olhar reflexivo sobre esse pensamento, que se desvela de forma delicada em
duas dimensões.
●
Primeira
Dimensão: Fingirmos
ser amigos de Deus – A humanidade, por vezes, aparenta ser amiga de Deus, mas
revela provas claras de inimizade ao viver em íntima afinidade com o diabo.
Isso ocorre porque muitos pecam continuamente com naturalidade, agindo como se
jamais fossem prestar contas de suas obras. Tiago 4:4 - Adúlteros, vocês não
sabem que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Quem quer ser amigo do
mundo faz-se inimigo de Deus.
●
Segunda
Dimensão: As falsas Religiões – Essa prática pecaminosa
contra Deus constitui uma das mais antigas e eficazes estratégias satânicas
para iludir a humanidade. Sob a influência do maligno, muitos são levados a
crer que toda expressão religiosa conduz ao mesmo Deus, perpetuando assim uma
falsa unidade espiritual que, na realidade, configura aberta conspiração contra
a verdade revelada. As Escrituras, porém, afirmam de modo inegociável que o
único mediador e vínculo legítimo entre Deus e os homens é Jesus Cristo, por meio
de quem toda reconciliação se torna possível. Filipenses 3:18-19 - \ 18 -
Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo,
chorando, que são inimigos da cruz de Cristo.
19 - Cujo fim é a perdição; cujo
Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas
terrenas.
Ainda que o
ser humano insista em negar a existência de um inimigo espiritual, não pode
ignorar a realidade objetiva do pecado. Pois, segundo a revelação bíblica, ao
praticar qualquer transgressão, o indivíduo se coloca automaticamente em estado
de inimizade contra Deus, afastando-se da comunhão e da santidade que Ele
requer.
Há
consequências inerentes a cada ato praticado ao longo da vida; nenhuma conduta
permanecerá impune diante de Deus. Ainda que o indivíduo consiga evadir-se da
justiça humana, é impossível escapar do juízo divino, cuja santidade e retidão
alcançam todas as obras dos homens.
Salmos 68:21
Mas Deus ferirá gravemente a
cabeça de seus inimigos e o crânio cabeludo do que anda em suas culpas.
Quem se alia a uma pessoa má não precisa de inimigos,
pois já os possui na própria companhia. Assim, uma vida marcada pela prática do
pecado declara, de forma explícita, a cumplicidade delituosa nessa mesma
transgressão.
Existe um adágio popular que diz: "diga-me com
quem andas e te direi quem és" significa que as pessoas são
influenciadas pelo ambiente e pelas companhias com quem convivem. Dessa
maneira, torna-se evidente que toda pessoa que vive na prática do pecado
coloca-se em unidade com o diabo e em aberta inimizade contra Deus.
Salmos 57:4
A minha alma está entre
leões, e eu estou entre aqueles que estão abrasados, filhos dos homens, cujos
dentes são lanças e flechas, e a sua língua espada afiada.
Por
fim, devemos compreender que os que são inimigos de Deus, aparentam os
seguintes grupos:
a)
O
diabo;
b)
O
pecador;
c)
O
sistema do mundo.
Para
alcançarmos a salvação eterna, é preciso receber a Jesus como nosso Salvador e
manter constante vigilância, para que não venhamos a cair em tentações nem
seguir caminhos de pecado.
I Pedro 5:8-9
08 - Sede sóbrios; vigiai;
porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão bramando,
buscando a quem possa tragar;
09 - Ao qual resisti firmes
na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no
mundo.
Que o Senhor vos abençoe rica e abundantemente.
Pastor Robson Colaço de Lucena
MMA – Ministério Missão América
Consultoria Espiritual
quarta-feira, 19 de novembro de 2025
terça-feira, 11 de novembro de 2025
Tente Lembrar - Rádio Pirauá FM
Tente Lembrar
Há pessoas que se lembram de nós na data do nosso
aniversário, e esse simples gesto revela muito mais do que parece. Significa
que, de alguma forma, permanecemos presentes em sua memória e que nossa
existência ainda tem valor em seu afeto. Um parabém sincero, acompanhado de
carinho, é uma forma delicada de dizer: “você é importante para mim.”
Por outro
lado, quando alguém passa o ano inteiro sem demonstrar qualquer lembrança de
que fazemos parte de sua vida, dificilmente se recordará dessa data especial, a
menos que haja um interesse por trás. Às vezes, uma mensagem chega apenas
quando há uma festa, um convite, ou a possibilidade de estar em evidência.
Nesses casos, o gesto perde o valor e o afeto dá lugar à conveniência.
Lembrar-se de
alguém é um ato simples, mas cheio de significado. É uma forma silenciosa de
dizer que a distância não apaga os laços e que a presença verdadeira não
depende apenas de datas comemorativas.
Muitos agem
movidos pelo interesse, sempre em busca de vantagens e benefícios pessoais. Até
mesmo no Reino de Deus encontramos aqueles que se dizem cristãos, mas cuja fé
se manifesta apenas nos momentos de aflição e necessidade. Lembram-se do Senhor
apenas quando precisam de livramento, esquecendo-se de que o verdadeiro
relacionamento com Deus vai além das circunstâncias e deve permanecer firme em
todos os tempos.
Vejamos uma
passagem da Palavra de Deus que se encaixa perfeitamente na realidade humana.
Eclesiastes 12:1
Lembra-te também do teu
Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os
anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento.
Em relação às coisas de Deus, a juventude costuma ser
considerada uma das fases mais desafiadoras da vida humana. É um período
marcado pelo brilho do mundo, pelas novas descobertas e pelas frivolidades que
a vida oferece. Todo esse conjunto de distrações e entretenimentos seduz os
jovens, afastando-os do âmbito espiritual e levando muitos a ignorar a
existência e a presença de um Ser supremo que governa o universo.
Dentro desse contexto, vemos muitos pais que, embriagados
pelo vinho da juventude, geraram um filho e, de alguma forma, o abandonaram.
Contudo, ao chegarem à velhice e sentirem a necessidade de um porto seguro,
voltam-se para aquele mesmo filho que deixaram para trás, buscando uma
reconciliação. Nessas horas, a frase mais comum para tentar alcançar o perdão
é:
“Perdoe-me
pelo que fiz; eu era jovem demais e não sabia o que estava fazendo.”
A verdade é
que essas pessoas sabiam muito bem que estavam praticando algo abominável
diante de Deus e também aos olhos humanos. Não eram mentalmente incapazes, nem
se encontravam em decadência; pelo contrário, estavam no auge da vida, com
plena consciência e capacidade de discernimento.
Com base nas
fases da vida, podemos identificar três situações bíblicas que nos revelam
grandes lições sobre as coisas de Deus, representando a infância, a juventude e
a velhice.
01)
Criança – As crianças estão isentas das
responsabilidades ligadas à sobrevivência. E baseado nessa atenuante o profeta
Jeremias, ainda muito jovem, recebeu o chamado de Deus e, ao tentar se esquivar
dessa convocação divina, argumentou que era apenas uma criança. Jeremias
1:6-7 - 06 -
Então disse eu: Ah, Senhor Deus! Eis que não sei falar porque ainda sou um
menino. 07 - Mas o Senhor me disse: Não digas: Eu sou um menino; porque a todos
a quem eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar, falarás.
02)
Jovem – Os jovens tendem a aproveitar intensamente
a mocidade, buscando desfrutar de todos os prazeres que a vida oferece. Muitas
vezes, consideram-se novos demais para assumir compromissos, mas maduros o
bastante para tirar proveito das situações. Nesse contexto, o profeta Isaías,
ao ser chamado por Deus, inicialmente tentou usar dos subterfúgios humanos para
evitar o compromisso divino, demonstrando a resistência natural do coração
diante da responsabilidade espiritual. Isaías 6:5 - Então disse eu: Ai de mim!
Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de
um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos.
03)
Velhos – O argumento mais comum da maturidade é afirmar que se está velho
demais, como se a idade fosse um impedimento para cumprir determinadas tarefas.
Um exemplo claro disso é o de Moisés, que, não encontrando uma justificativa
convincente diante de Deus, declarou ser “pesado de língua” e disse ter
dificuldade para falar, tentando, assim, se esquivar da missão que lhe fora
confiada. - Êxodo 4:10 Então disse Moisés ao Senhor: Ah, meu Senhor! Eu não
sou homem eloquente, nem de ontem nem de anteontem, nem ainda desde que tens
falado ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua.
Todo malandro espiritual sempre encontra
uma desculpa para não servir a Deus, apresentando algum argumento para
justificar o abandono e o esquecimento das coisas divinas. Por isso, o salmista
faz uma forte advertência a respeito desse comportamento, lembrando que
afastar-se do Senhor é trilhar um caminho de engano e perdição.
Salmo 77:11-12
11 - Os feitos do Senhor;
recordarei os teus antigos milagres.
12 - Meditarei em todas as
tuas obras e considero todos os teus feitos.
O
primeiro sinal de quem se esquece de Deus é a ingratidão; o segundo, a
escravidão ao pecado, que aprisiona a alma e apaga a luz do coração.
Salmo 77:11
Lembrarei os feios do
Senhor; Lembrarei os teus antigos milagres.
Enfim, se perguntássemos a qualquer pessoa: “Você se
lembra de algum benefício que um político tenha feito em seu favor?”,
certamente ela saberia citar algum. Curiosamente, o ser humano tem facilidade
em recordar gestos e favores terrenos, mas muitas vezes se esquece dos
incontáveis benefícios recebidos de Deus, Aquele que concede graça e sustento
todos os dias.
Esse comportamento caracteriza-se como ingratidão.
Todavia devemos lembrar de todas as bênçãos vindas de Deus.
Salmos 105:5a
Lembre-se das maravilhas que
Deus fez, dos seus propósitos.
Que o Senhor
vos abençoe rica e abundantemente.
Pastor Robson Colaço de Lucena
MMA – Ministério Missão América
Consultoria Espiritual