Tente Lembrar
Há pessoas que se lembram de nós na data do nosso
aniversário, e esse simples gesto revela muito mais do que parece. Significa
que, de alguma forma, permanecemos presentes em sua memória e que nossa
existência ainda tem valor em seu afeto. Um parabém sincero, acompanhado de
carinho, é uma forma delicada de dizer: “você é importante para mim.”
Por outro
lado, quando alguém passa o ano inteiro sem demonstrar qualquer lembrança de
que fazemos parte de sua vida, dificilmente se recordará dessa data especial, a
menos que haja um interesse por trás. Às vezes, uma mensagem chega apenas
quando há uma festa, um convite, ou a possibilidade de estar em evidência.
Nesses casos, o gesto perde o valor e o afeto dá lugar à conveniência.
Lembrar-se de
alguém é um ato simples, mas cheio de significado. É uma forma silenciosa de
dizer que a distância não apaga os laços e que a presença verdadeira não
depende apenas de datas comemorativas.
Muitos agem
movidos pelo interesse, sempre em busca de vantagens e benefícios pessoais. Até
mesmo no Reino de Deus encontramos aqueles que se dizem cristãos, mas cuja fé
se manifesta apenas nos momentos de aflição e necessidade. Lembram-se do Senhor
apenas quando precisam de livramento, esquecendo-se de que o verdadeiro
relacionamento com Deus vai além das circunstâncias e deve permanecer firme em
todos os tempos.
Vejamos uma
passagem da Palavra de Deus que se encaixa perfeitamente na realidade humana.
Eclesiastes 12:1
Lembra-te também do teu
Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os
anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento.
Em relação às coisas de Deus, a juventude costuma ser
considerada uma das fases mais desafiadoras da vida humana. É um período
marcado pelo brilho do mundo, pelas novas descobertas e pelas frivolidades que
a vida oferece. Todo esse conjunto de distrações e entretenimentos seduz os
jovens, afastando-os do âmbito espiritual e levando muitos a ignorar a
existência e a presença de um Ser supremo que governa o universo.
Dentro desse contexto, vemos muitos pais que, embriagados
pelo vinho da juventude, geraram um filho e, de alguma forma, o abandonaram.
Contudo, ao chegarem à velhice e sentirem a necessidade de um porto seguro,
voltam-se para aquele mesmo filho que deixaram para trás, buscando uma
reconciliação. Nessas horas, a frase mais comum para tentar alcançar o perdão
é:
“Perdoe-me
pelo que fiz; eu era jovem demais e não sabia o que estava fazendo.”
A verdade é
que essas pessoas sabiam muito bem que estavam praticando algo abominável
diante de Deus e também aos olhos humanos. Não eram mentalmente incapazes, nem
se encontravam em decadência; pelo contrário, estavam no auge da vida, com
plena consciência e capacidade de discernimento.
Com base nas
fases da vida, podemos identificar três situações bíblicas que nos revelam
grandes lições sobre as coisas de Deus, representando a infância, a juventude e
a velhice.
01)
Criança – As crianças estão isentas das
responsabilidades ligadas à sobrevivência. E baseado nessa atenuante o profeta
Jeremias, ainda muito jovem, recebeu o chamado de Deus e, ao tentar se esquivar
dessa convocação divina, argumentou que era apenas uma criança. Jeremias
1:6-7 - 06 -
Então disse eu: Ah, Senhor Deus! Eis que não sei falar porque ainda sou um
menino. 07 - Mas o Senhor me disse: Não digas: Eu sou um menino; porque a todos
a quem eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar, falarás.
02)
Jovem – Os jovens tendem a aproveitar intensamente
a mocidade, buscando desfrutar de todos os prazeres que a vida oferece. Muitas
vezes, consideram-se novos demais para assumir compromissos, mas maduros o
bastante para tirar proveito das situações. Nesse contexto, o profeta Isaías,
ao ser chamado por Deus, inicialmente tentou usar dos subterfúgios humanos para
evitar o compromisso divino, demonstrando a resistência natural do coração
diante da responsabilidade espiritual. Isaías 6:5 - Então disse eu: Ai de mim!
Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de
um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos.
03)
Velhos – O argumento mais comum da maturidade é afirmar que se está velho
demais, como se a idade fosse um impedimento para cumprir determinadas tarefas.
Um exemplo claro disso é o de Moisés, que, não encontrando uma justificativa
convincente diante de Deus, declarou ser “pesado de língua” e disse ter
dificuldade para falar, tentando, assim, se esquivar da missão que lhe fora
confiada. - Êxodo 4:10 Então disse Moisés ao Senhor: Ah, meu Senhor! Eu não
sou homem eloquente, nem de ontem nem de anteontem, nem ainda desde que tens
falado ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua.
Todo malandro espiritual sempre encontra
uma desculpa para não servir a Deus, apresentando algum argumento para
justificar o abandono e o esquecimento das coisas divinas. Por isso, o salmista
faz uma forte advertência a respeito desse comportamento, lembrando que
afastar-se do Senhor é trilhar um caminho de engano e perdição.
Salmo 77:11-12
11 - Os feitos do Senhor;
recordarei os teus antigos milagres.
12 - Meditarei em todas as
tuas obras e considero todos os teus feitos.
O
primeiro sinal de quem se esquece de Deus é a ingratidão; o segundo, a
escravidão ao pecado, que aprisiona a alma e apaga a luz do coração.
Salmo 77:11
Lembrarei os feios do
Senhor; Lembrarei os teus antigos milagres.
Enfim, se perguntássemos a qualquer pessoa: “Você se
lembra de algum benefício que um político tenha feito em seu favor?”,
certamente ela saberia citar algum. Curiosamente, o ser humano tem facilidade
em recordar gestos e favores terrenos, mas muitas vezes se esquece dos
incontáveis benefícios recebidos de Deus, Aquele que concede graça e sustento
todos os dias.
Esse comportamento caracteriza-se como ingratidão.
Todavia devemos lembrar de todas as bênçãos vindas de Deus.
Salmos 105:5a
Lembre-se das maravilhas que
Deus fez, dos seus propósitos.
Que o Senhor
vos abençoe rica e abundantemente.
Pastor Robson Colaço de Lucena
MMA – Ministério Missão América
Consultoria Espiritual
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