quinta-feira, 23 de abril de 2026

Gratidão

 



Generosidade

 

Estamos vivendo um tempo de incidência comportamental, no qual a hipocrisia se apresenta disfarçada de amor. Essa aparência enganosa seduz aqueles que ainda não conhecem profundamente a Palavra de Deus, levando-os a cair com facilidade nas armadilhas desse desvio espiritual e social.

As pessoas, muitas vezes, buscam profissões consideradas nobres em nome do bem comum, mesmo sem possuírem a vocação necessária para exercê-las. Essa escolha contribui para o surgimento de um número significativo de profissionais frustrados, que passam a desempenhar suas funções de forma meramente instrumental, motivados sobretudo pela remuneração elevada, em detrimento do compromisso ético e da excelência no serviço prestado

No contexto das disputas por formação acadêmica, destacam-se especialmente cursos tradicionalmente valorizados, como Medicina, Direito e Engenharia; sobretudo nas áreas voltadas à computação. Essa preferência revela não apenas a busca por estabilidade e reconhecimento social, mas também convida à reflexão sobre as reais motivações que orientam tais escolhas e sobre a importância de alinhar vocação, propósito e contribuição para a sociedade.

No contexto dessa verdadeira maratona em busca de compensação financeira e notoriedade, observa-se também um fenômeno social preocupante: muitos dos que não tiveram acesso à formação acadêmica ou profissional acabam encontrando, em determinados espaços religiosos, uma via de ascensão. Assim, surgem indivíduos que, mesmo sem vocação, preparo teológico ou formação técnica adequada, inserem-se em comunidades e passam a criar diversas denominações que se autodenominam evangélicas.

Sob uma perspectiva filosófica, esse movimento revela uma tensão entre necessidade e propósito, na qual o sagrado pode ser instrumentalizado como meio de subsistência e obtenção de privilégios. Trata-se de uma distorção ética, em que a fé — que deveria orientar para a verdade e a transcendência; é, por vezes, reduzida a um recurso pragmático.

É importante ressaltar, contudo, que essa crítica não se estende a todos os líderes religiosos. Há muitos que exercem seu ministério com integridade, vocação genuína e compromisso com o Evangelho. A reflexão aqui proposta dirige-se especificamente àqueles que utilizam a mensagem cristã como um caminho fácil de sobrevivência, dissociando-a de seu verdadeiro fundamento espiritual e moral. Biblicamente existe uma diferença entre o que serve a Deus e os que são profanos.

Malaquias 3:18

Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o serve.

            Ser pastor é um ministério  (um chamado de Deus) e não uma profissão. Embora possa haver uma compensação financeira, a questão material não deve ocupar o primeiro lugar; antes, deve-se cumprir fielmente a vocação outorgada pelo Senhor Deus.   

Mateus 10:8

Disse Jesus: Curem os enfermos, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos, expulsem os demônios. Vocês receberam de graça; dêem também de graça.

            Lamentavelmente, a humanidade tem se orientado predominantemente por uma lógica capitalista. Mesmo em nações que professam o comunismo, observa-se que seus líderes frequentemente usufruem de diversas vantagens, sobretudo no que se refere à acumulação de riqueza. Ademais, quando desenvolvem atividades de caráter filantrópico, estas, por vezes, parecem estar mais associadas à promoção pessoal e à legitimação social do que a um compromisso genuíno com o bem comum.

Mateus 6:1-4

01 - Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tendes galardão junto de vosso Pai, que está nos céus.

02 - Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já têm o seu galardão.

03 - Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita;

04 - Para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará publicamente.

            Aquele que exerce o ministério clerical — seja pastor ou qualquer outra liderança religiosa — deve colocar o amor em primeiro lugar, a fim de conduzir os seguidores de Cristo ao conhecimento da salvação, sem promover interesses ou a construção de um reino meramente humano na terra.

 

 

I Aos Coríntios 13:3-4-5

03 - Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria!

04 - A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante.

05 - Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor.

 

            Enfim, todas as profissões são dignas de sua remuneração, inclusive o ministério pastoral; contudo, isso não significa que seus exercentes devam enriquecer às custas dos dons de Deus.

Romanos 14:17

Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo.

            Deve-se priorizar a busca pelo Reino de Deus, confiando que todas as demais realidades se ordenarão conforme o propósito divino. Em contrapartida, aqueles cuja primazia recai sobre os interesses terrenos não deveriam exercer o ministério pastoral, o qual deve ser confiado aos verdadeiramente vocacionados.

Mateus 6:33

Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas.

 

            Que o Senhor vos abençoe rica e abundantemente.

 

Pastor Robson Colaço de Lucena

MMA – Ministério Missão América

Consultoria Espiritual

www.missaoamerica.com.br

 


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