Generosidade
Estamos
vivendo um tempo de incidência comportamental, no qual a hipocrisia se apresenta
disfarçada de amor. Essa aparência enganosa seduz aqueles que ainda não
conhecem profundamente a Palavra de Deus, levando-os a cair com facilidade nas
armadilhas desse desvio espiritual e social.
As pessoas,
muitas vezes, buscam profissões consideradas nobres em nome do bem comum, mesmo
sem possuírem a vocação necessária para exercê-las. Essa escolha contribui para
o surgimento de um número significativo de profissionais frustrados, que passam
a desempenhar suas funções de forma meramente instrumental, motivados sobretudo
pela remuneração elevada, em detrimento do compromisso ético e da excelência no
serviço prestado
No contexto
das disputas por formação acadêmica, destacam-se especialmente cursos
tradicionalmente valorizados, como Medicina, Direito e Engenharia; sobretudo
nas áreas voltadas à computação. Essa preferência revela não apenas a busca por
estabilidade e reconhecimento social, mas também convida à reflexão sobre as
reais motivações que orientam tais escolhas e sobre a importância de alinhar
vocação, propósito e contribuição para a sociedade.
No contexto
dessa verdadeira maratona em busca de compensação financeira e notoriedade,
observa-se também um fenômeno social preocupante: muitos dos que não tiveram
acesso à formação acadêmica ou profissional acabam encontrando, em determinados
espaços religiosos, uma via de ascensão. Assim, surgem indivíduos que, mesmo
sem vocação, preparo teológico ou formação técnica adequada, inserem-se em
comunidades e passam a criar diversas denominações que se autodenominam
evangélicas.
Sob uma
perspectiva filosófica, esse movimento revela uma tensão entre necessidade e
propósito, na qual o sagrado pode ser instrumentalizado como meio de
subsistência e obtenção de privilégios. Trata-se de uma distorção ética, em que
a fé — que deveria orientar para a verdade e a transcendência; é, por vezes,
reduzida a um recurso pragmático.
É importante
ressaltar, contudo, que essa crítica não se estende a todos os líderes
religiosos. Há muitos que exercem seu ministério com integridade, vocação
genuína e compromisso com o Evangelho. A reflexão aqui proposta dirige-se
especificamente àqueles que utilizam a mensagem cristã como um caminho fácil de
sobrevivência, dissociando-a de seu verdadeiro fundamento espiritual e moral.
Biblicamente existe uma diferença entre o que serve a Deus e os que são
profanos.
Malaquias 3:18
Então voltareis e vereis a
diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o
serve.
Ser
pastor é um ministério (um chamado de
Deus) e não uma profissão. Embora possa haver uma compensação financeira, a
questão material não deve ocupar o primeiro lugar; antes, deve-se cumprir
fielmente a vocação outorgada pelo Senhor Deus.
Mateus 10:8
Disse Jesus: Curem os
enfermos, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos, expulsem os demônios.
Vocês receberam de graça; dêem também de graça.
Lamentavelmente, a humanidade tem se orientado
predominantemente por uma lógica capitalista. Mesmo em nações que professam o
comunismo, observa-se que seus líderes frequentemente usufruem de diversas
vantagens, sobretudo no que se refere à acumulação de riqueza. Ademais, quando
desenvolvem atividades de caráter filantrópico, estas, por vezes, parecem estar
mais associadas à promoção pessoal e à legitimação social do que a um
compromisso genuíno com o bem comum.
Mateus 6:1-4
01 - Guardai-vos de fazer a
vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tendes
galardão junto de vosso Pai, que está nos céus.
02 - Quando, pois, deres
esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas
sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo
que já têm o seu galardão.
03 - Mas, quando tu deres
esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita;
04 - Para que a tua esmola
seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará
publicamente.
Aquele
que exerce o ministério clerical — seja pastor ou qualquer outra liderança
religiosa — deve colocar o amor em primeiro lugar, a fim de conduzir os
seguidores de Cristo ao conhecimento da salvação, sem promover interesses ou a
construção de um reino meramente humano na terra.
I Aos Coríntios 13:3-4-5
03 - Ainda que distribuísse
todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo
para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria!
04 - A caridade é paciente,
a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é
arrogante.
05 - Nem escandalosa. Não
busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor.
Enfim, todas as profissões são dignas de sua remuneração,
inclusive o ministério pastoral; contudo, isso não significa que seus
exercentes devam enriquecer às custas dos dons de Deus.
Romanos 14:17
Pois o Reino de Deus não é
comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo.
Deve-se
priorizar a busca pelo Reino de Deus, confiando que todas as demais realidades
se ordenarão conforme o propósito divino. Em contrapartida, aqueles cuja
primazia recai sobre os interesses terrenos não deveriam exercer o ministério
pastoral, o qual deve ser confiado aos verdadeiramente vocacionados.
Mateus 6:33
Busquem, pois, em primeiro
lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão
acrescentadas.
Que o Senhor vos abençoe rica e abundantemente.
Pastor Robson Colaço de Lucena
MMA – Ministério Missão América
Consultoria Espiritual
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