Comprado Por Preço de Sangue
A afirmação evangélica da primazia de Jesus Cristo como
único e suficiente Salvador frequentemente desperta reações de antagonismo,
sobretudo em contextos marcados pelo relativismo religioso e pela intolerância
à exclusividade cristológica. Tal postura, contudo, está enraizada na convicção
bíblico-teológica de que a salvação é mediada exclusivamente por Cristo,
conforme revelado nas Escrituras – João
16:6 - Respondeu Jesus: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem
ao Pai, a não ser por mim.
Atos 4:12 - E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo
do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser
salvos.
Essa
compreensão não constitui uma imposição ideológica, mas uma resposta fiel à
revelação divina, que se apresenta como verdade absoluta e normativa para a fé
cristã."
Neste breve
estudo, enfatizaremos a importância do sangue de Jesus como elemento central e
indispensável para a salvação dos pecadores. Considerando que essa temática tem
sido frequentemente negligenciada em muitos púlpitos contemporâneos, torna-se
ainda mais necessário resgatá-la e enfatizá-la à luz das Escrituras.
Analisemos
brevemente um texto que nos ajudará a compreender a relevância desta temática.
I Pedro 1:18-19
18 - Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou
ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição
recebestes dos vossos pais,
19 - Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro
imaculado e incontaminado,
Lamentavelmente, muitos pecadores rejeitam o amor de
Deus e se entregam a um relacionamento ilícito com o inimigo, que oferece
múltiplas e sedutoras alternativas que conduzem à destruição, em oposição
direta à vontade divina. Essa realidade é especialmente visível no contexto
brasileiro, uma nação cuja formação histórica esteve marcada por equívocos
tanto na esfera social quanto na espiritual.
Iremos fazer um comentário sobres as duas esferas acima
citada.
a)
No
Âmbito Social: Fomos condicionados a viver os ensinos mentirosos dos
colonizadores portugueses:
1-
Um
navegador experiente como Pedro Álvares Cabral dificilmente cometeria o erro de
desviar-se da rota em aproximadamente 3.600 quilômetros.
2-
O
Brasil não foi propriamente 'descoberto', pois já existiam aqui civilizações
indígenas estabelecidas em diversas regiões do território.
3-
Fomos
chamados por Portugal de 'Quinto dos Infernos', devido ao fato de sermos a
quinta colônia portuguesa.
4-
Para
colonizar o Brasil, foram enviados indivíduos marginalizados pela sociedade
portuguesa, incluindo criminosos como ladrões, assassinos, fraudadores fiscais,
estupradores, entre outros.
b)
No
Âmbito Espiritual: No contexto do escravagismo espiritual, houve a influência
da missão dos jesuítas, que promoveram o primeiro evento religioso no Brasil,
realizado em 26 de abril de 1500, na praia de Coroa Vermelha, em Santa Cruz de
Cabrália (BA). A cerimônia foi conduzida pelo frei Henrique de Coimbra e marcou
um momento histórico, quando Pero Vaz de Caminha afirmou que o Brasil seria
cristão.
1-
Os
jesuítas realizaram as primeiras missões, impondo aos povos indígenas o batismo
e a fé cristã. Muitos nativos, sem compreender plenamente o que ocorria —
devido à barreira linguística e ao desconhecimento da figura de Jesus Cristo,
foram forçados a se converter. Aqueles que não professavam o cristianismo
chegaram a ser considerados hereges e, vindo a sofre perseguições e até mesmo
assassinato.
2-
Coerção
e violência: Em diversas situações históricas, a conversão dos povos indígenas
foi marcada pela imposição coercitiva, caracterizada por batismos compulsórios
e a aplicação de punições rigorosas àqueles que resistiam à adoção da nova
religião.
3-
A
atuação das instituições coloniais sobre as populações indígenas foi
frequentemente marcada por práticas autoritárias, incluindo o controle rigoroso
de suas atividades cotidianas, a limitação da liberdade de deslocamento e a
imposição do trabalho forçado. Tais medidas eram, em muitos casos, justificadas
pelo discurso da “civilização cristã”, que servia como base ideológica para legitimar a exploração e a subordinação dos indígenas
ao projeto colonial.
4-
Escândalos de abusos sexuais: Foi observado abuso sexual contra
padres e frades jesuítas vieram à tona, em linha com escândalos maiores na
Igreja Católica.
5-
Controle social e econômico: As
missões jesuítas funcionavam como verdadeiras reduções, onde os indígenas eram
controlados não apenas religiosamente, mas também social e economicamente, o
que gerou conflitos com colonos e autoridades civis.
6-
Suprimiram a autoridade de Jesus
Cristo: Embora a cruz fosse um elemento amplamente exposto em igrejas, navios e
nas vestimentas dos religiosos, outros personagens foram introduzidos como
mediadores entre os fiéis e Deus, além de padroeiros para diversas
circunstâncias da vida. Essa prática, no entanto, representa uma afronta à
Palavra de Deus e ao sacrifício propiciatório de Jesus no que diz respeito à
salvação eterna.
Apresentamos aqui uma breve amostra
dos ultrajes cometidos pelos pecadores em detrimento da Palavra de Deus,
especialmente no contexto de nossa nação, cuja origem remonta ao suposto
descobrimento e processo de colonização.
Os eventos promovidos por Deus não
ocorrem por força ou violência, mas de forma natural, por meio da compreensão
dos pecadores em um processo de salvação que envolve consciência e
consentimento individual.
Zacarias
4:6
E
respondeu-me, dizendo: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo: Não por
força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.
Quando afirmamos que a salvação
acontece através do sacrifício único e propiciatório de Jesus Cristo, é
importante compreender que a Bíblia enfatiza a exclusividade desse método de
justificação. Não há relato bíblico que indique a possibilidade de qualquer
outra criatura, além de Jesus Cristo, justificar o ser humano diante de Deus.
Essa doutrina reforça a centralidade do sacrifício de Cristo na teologia
cristã, destacando que a salvação é um ato divino que não pode ser alcançado
por meios humanos ou por esforços próprios.
Efésio 1:7
Nele
temos a redenção por meio de seu sangue, o perdão dos pecados, de acordo com as
riquezas da graça de Deus.
Muitas
pessoas têm substituído o sacrifício propiciatório de Jesus Cristo, realizado
por meio do derramamento do Seu sangue, por práticas e criações humanas
presentes em diversas religiões pagãs.
A Sagrada
Escritura fala com clareza e autoridade sobre esse tema em sua narrativa
divina.
I
João 1:7
Mas,
se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o
sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.
Em síntese, aquele que propõe um
outro fundamento para a salvação, à parte de Jesus Cristo, está operando uma
doutrina que pode ser classificada como herética; ou seja, uma crença que se
desvia das verdades fundamentais da fé cristã. Tal desvio acarreta consequências
graves para aqueles que não foram alcançados pela Palavra de Deus,
configurando-se como um verdadeiro desastre espiritual.
I Aos
Coríntios 3:11
Porque
ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus
Cristo.
Romanos 5:9
Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue,
seremos por ele salvos da ira.
Que o Senhor vos abençoe rica e abundantemente.
Pastor Robson Colaço de Lucena
MMA – Ministério Missão América
Consultoria Espiritual
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